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  1. Perfil de vencimentos: o que os balanços mostram

    A concentração de amortizações em poucos anos altera o risco de refinanciamento. Veja como ler a nota explicativa e comparar empresas do mesmo setor.

    Beatriz M.
  2. Refinanciamento em ambiente de crédito mais caro

    Com spreads mais elevados e prazos mais curtos, empresas que precisam rolar dívida enfrentam custo médio maior. Análise das janelas de 2026 e 2027.

    Thiago R.
  3. Dívida líquida e fluxo livre: sinais de alerta

    Quando a dívida líquida cresce mais rápido que o fluxo de caixa operacional, o espaço para honrar compromissos sem vender ativos encolhe. Indicadores práticos.

    Ana C.
  4. Covenants e gatilhos: leitura além do rating

    Índices de alavancagem e cobertura de juros definidos em contratos podem restringir dividendos antes de um downgrade formal. O que verificar nos anexos.

    Redação
  5. Custo médio da dívida e composição por indexador

    A migração de CDI para IPCA+ em novas emissões altera a sensibilidade ao ciclo de juros. Como calcular o custo efetivo a partir das notas explicativas.

    Redação
  6. Roll-over de debêntures: janelas críticas em 2026

    Volume significativo de vencimentos se concentra no segundo semestre. Empresas com rating inferior a grau de investimento podem precisar de garantias adicionais.

    Redação
  7. Índice de cobertura de juros: quando o alarme dispara

    EBITDA ajustado versus despesas financeiras líquidas continua sendo o termômetro mais usado por agências e bancos. Limites típicos e exceções setoriais.

    Redação

O que estamos observando em junho

O segundo trimestre de 2026 trouxe um volume relevante de emissões corporativas com prazos mais curtos e spreads acima da média histórica de 2023–2024. Empresas de infraestrutura e varejo figuram entre as que mais precisaram antecipar conversas com bancos e gestoras de fundos de crédito privado.

Na B3, o descompasso entre vencimentos de debêntures e a capacidade de geração de caixa operacional voltou a aparecer em relatórios trimestrais. Não se trata de um movimento uniforme: setores com receita indexada a inflação mantêm margem de manobra maior do que negócios com dívida em moeda forte e receita predominantemente em reais.

Nossa redação acompanha três frentes neste ciclo. Primeiro, a concentração de amortizações entre 2026 e 2028 — especialmente em emissões feitas durante a janela de juros baixos. Segundo, a migração de indexadores: novas captações em IPCA+ substituem parcelas antigas atreladas ao CDI, alterando a sensibilidade ao ciclo monetário. Terceiro, o comportamento dos covenants: índices de alavancagem próximos ao limite contratual costumam anteceder renegociações antes de qualquer downgrade formal.

Se você acompanha crédito corporativo no Brasil, vale revisar periodicamente a nota explicativa de dívida nos formulários de referência. É ali que aparecem cronogramas detalhados, garantias e cláusulas que raramente ganham manchete, mas definem o risco real de refinanciamento.

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